the metaphysical butcher
Só mais um desses lugares em que as pessoas costumam expor suas vísceras.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
"No futuro, todos terão seus 15 minutos de fama" (Andy Warhol)
Hoje, abrindo a página de meus e-mails, fiquei sabendo de um novo viral que circula pela internet:
http://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/mendigo-curitiba-faz-sucesso-no-facebook-140500453.html
O fato é que, rapidamente, o mendigo fashion, que até então era mais um anonimo ao sabor da indiferença que tantos brasileiros moradores de rua muito bem conhecem, despertou relações do tipo "ame ou odeie"; ao mesmo tempo em que ganhou fãs tietes gerou certas animosidades.
Declarações do tipo:
"Impressioante como as pessoas se compadecem de mendingos brancos."
"Olha os comentários das pessoas que compartilham: "ahamm ate mendigo paranaense e bonito kkkkkk", "Genteeee, que mendigo é esse??????", "será que ele pode ser alguem que perdeu a memoria e tme alguma familia procurando por ele???? é muito lindo!!! parece ser bem tratado p/estar assim nas ruas né!!!"
"Agora a verdade: Para a galera que tá achando bonito, o depoimento da irmã dele...>> "Fabiana Marquinhos está aí:
Pessoal esse é o Rafael ele é meu irmão e está nas ruas por causa do crack, ja foi modelo, estudou e tem família mas não quer ser tratar foi internado dezenas de vezes e é agressivo com nós familiares enfim ele esta nas ruas por que quer fala que esta feliz essa história que foi casado q a esposa ficou com tudo é mentira nunca foi casado sempre ficou na barra da saia da minha mãe e sempre foi problemático ele é esquizofrênico, roubava tudo que podia dentro de casa para usar drogas e antes que ele matasse minha mãe ( ja tentou mata-los), meu pai ou meu filho e sobrinho mandei ele embora de casa achei q fazendo isso ele concordasse em se tratar mas não ele amou a ideia e está ai como vcs viram na foto, as vezes ele aparece em casa para nos visitar como ele diz e depois volta pra rua...Quem sabe agora com tudo isso ele escute alguém e resolva se tratar. Podem me condenar por isso mas foi a unica forma que achei para poder proteger meus pais meu filho e meu sobrinho que eu tanto amo e que ja sofreram tanto com tudo isso. São 18 anos de sofrimento com ele minha familia esta em cacos espero que alguem um dia possa ajuda-lo..."
Este é um outro texto (meio azedo), acerca do assunto, que me chamou a atenção: http://www.gazetadopovo.com.br/blog/pista1/index.phtml?id=1308731&com=1#comentario
(Depois me apercebi do detalhe aparentemente inocente: era um texto escrito por um homem...)
Sinceramente? Eu acho bem negativa a espetacularização como um todo, mas já que aconteceu, fazendo uma analise breve, onde alguns veem "preconceitos", em tempos de mercantilização de sentimentos, acho saudável mulheres manifestando interesse por um homem que se desvia diretamente do ideal de sucesso economico do macho provedor. Eu quero destacar que sou meio avessa a objetificação das pessoas em geral. Mas já pararam pra pensar que o discurso moralista de pano de fundo se dá muito em parte porque no caso ele é homem??? Se fosse uma mendiga gatchénha ninguém vinha com tantas ênfases do tipo "ta na rua pq não quer trabalhar, folgada! ... ahh, gostaram dela só pq é branca! que racismo!! Ahh, que isso, ela é esquizofrenica, ela roubava os pais pra comprar dorgas, tentou matar a familia!!!!" Fosse mulher, todo mundo ia achar normal admiração estética pura e simples... a pergunta "Nossa, por que você está nas ruas se você é bonita?" antes da "Quem é você?" não seria alvo de estranhamento. A objetificação feminina é encarada naturalidade. mulheres foram feitas para serem eternamente objetos passivos ao molde da satisfação alheia, nunca para serem sujeitos de sua satisfação. Isto posto, é natural vê-los engasgando quando provam do próprio veneno.
sábado, 16 de junho de 2012
Observo/Absorvo
domingo, 8 de abril de 2012
Paradoxos
http://www.youtube.com/watch?v=LkYkp3ZsmJQ "Cântico Negro", de José Régio
(não Consegui anexar o link)
Noite de Páscoa. Eu ouço esse poema do link e não consigo deixar de admirar sua força pungente e traduzí-lo como uma busca desesperada por Deus, mesmo que via negação. É como se esse eu lírico - e somente esse eu lírico isolado, no meio do vácuo, sem qualquer tolerância à interferência de terceiros - gritasse "Ei, Deus! Olhe pra mim! Você não está vendo? Não vai reagir?" Vejo como um apelo muito pessoal e incrivelmente bonito...do tipo que só quem possui certa intimidade é capaz de fazer.
Esses dias um amigo postou também o seguinte poema que me deixou intrigada:
"Antes de prosseguir em meu caminho
e lançar o meu olhar para frente uma vez mais,
elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de quem eu fujo.
... A Ti, das profundezas de meu coração,
tenho dedicado altares festivos para que, em
Cada momento, Tua voz me pudesse chamar.
Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras:
“Ao Deus desconhecido”.
Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos.
Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-lo.
Eu quero Te conhecer, desconhecido.
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante,
quero Te conhecer, quero servir só a Ti."
Segundo esse meu amigo, o autor do poema/prece é Nietzsche... Num primeiro momento, duvidei. Mas acho que não posso ter qualquer certeza sobre sua origem... a unica coisa que posso afirmar é: "pode ser".
Um dos motivos pra não achar que seja impossivel: Nietzsche era cristão na infancia. Era apelidado de "pastorzinho". Não estou lembrando exatamente quado ele abandona o cristianismo... mas li que, aos 14, ele começa a estudar muito literatura grega e passa a criticar o cristianismo. Realmente, 14 é mesmo uma idade dificil. Recordo de mim, aos 13, lendo sobre tudo quanto é tipo de religião, depois me apegando aos apanágios científicos e em seguida assumindo uma espécie de humildade socrática "só-sei-que-nada-sei" e me declarando agnóstica. "Deus é uma coisa muito distante, muito grande. Existem tantas crenças e teorias para a descrença, tantas culturas no mundo... Quem sou eu pra dizer essa versão da história é a certa e todas as outras estão erradas? Dane-se, vou morrer sem saber mesmo. E não ligo." Era um pouco de covardia, fato... de fuga, como a que é comentada no poema. Mas a minha fuga se apegava à indiferença.
O monumento "ao Deus desconhecido" aludido no texto remete à primeira oportunidade que o apóstolo Paulo teve de pregar aos atenienses. Já gostei muito do Nietzsche, achava ele brilhante e justificadamente assoberbado rs... o que dá pra perceber é que ele sofria muito, talvez daí a sua intensidade. Hoje reconheço que entre percepções geniais ele também cometeu muitos equívocos (óbvio que existem valores! óbvio que existe bem e mal... se eu queimar meu dedo, isso será algo ruim), mas nunca se sabe até que ponto a sifilis teve influencia nisso, dizem que a doença causa desde dormencias à convulções e alucinações... O fato é que Nietzsche morreu mal pra caramba. Tampouco se sabe se ele se arrependeu no ultimo suspiro. Salvação é pessoal, individual e inalienável. Quem sou eu pra duvidar? ainda mais de um camarada contraditório como esse... Sobre o mesmo poema, minha amiga Talita comentou algo que achei digno de nota:
"Desejar a fuga e mesmo assim servir é algo maravilhoso. Gosto dessas contradições ou aparentes contradições de quem não se vê como Santo e que por isso está tão perto de Deus."
Essa minha amiga comentou que as vezes o mesmo cara que vociferava "Deus está morto!" chegando no céu vai estar abraçadinho com Deus dizendo "Senhor, eu te amo tanto!"... Acho que o mesmo Deus bem-humorado que criou o ornitorrinco pode ser capaz de aceitá-lo só pra proporcionar uma cena dessas.
Eu tenho minhas dúvidas se Nietzsche não se via como santo... pra mim ele se achava perfeito demais ante um mundo tão atroz e por conta disso e de não ter saciado seu entendimento, decidiu "brigar com Deus"... mas como Deus é irresistível, ele acaba traçando esse caminho profano justamente pra se aproximar do altíssimo e não achá-lo tão injusto por essência. Eu entendo, eu fiz um pouco isso. Quando eu me deparo escrevendo esse texto hoje, lembro que há cerca de pouco mais de um ano atrás, ao receber um elogio sobre um par de sandálias que eu usava, respondi: "São minhas sandálias gladiadoras, feita com couro de cristãos". Eu era agnóstica mas repudiava os valores cristãos, em termos por não entendê-los bem, por vê-los como fraqueza... uma fuga de responsabilidades, apelando pra algo externo, superior e sobrenatural... hoje vejo quem são os fracos de verdade. Contudo, acho que se eu tivesse sido criada a vida inteira dentro de uma igreja, talvez Deus não tivesse me alcançado do modo que o sinto hoje... dependendo da igreja, talvez o senso de rebanho em volta tivesse me sufocado... e realmente parecia algo aviltante demais pra que minha sensibilidade pudesse suportar. Nesse sentido, percebo algo "divino" no "cantico negro"... Precisei mergulhar no vazio e na apatia, ignorar sentidos e direções, não escutar ninguém além de minha consciencia, achar que podia venerá-la por um tempo, pensando que ela fosse perfeita... até perceber que ela mesma me enganava e que tal veneração já era ridícula e sem porquê(quando você acha que tem domínio total sobre sua vida, suas escolhas e suas ações, vários se assenhoriam de sua cabeça). Precisei contemplar em silencio a imensidão do vazio, do nada até entender com perplexidade esse tudo que estava ali desde sempre, e que, diferente de mim, é perfeito, é imutável, não varia, não oscila... o motor que não é movido, a causa primeira. E que, por ser o que é, acaba sendo irresistível... Aquele que mesmo eu agindo de um modo tão estúpido, se voltou para falar comigo várias vezes... embora durante essa sequência de vezes eu ainda o ignorasse. Dizem que bendito é aquele que crê sem ver... de fato... mas isso não anula o lado empirico, Deus não faz nada de errado pra ter que "apagar as provas"... eu precisei ter meus sentidos incomodados diversas vezes pra aceitar a verdade: há verdade, a despeito de eu gostar ou não disso. O fato é que eu seria, além de maldita, burra, se mesmo depois de ver repetidas vezes, continuasse teimando em não acreditar. E, na boa, burra eu não sou... Thanx Lord, por isso!
Uma coisa que as pessoas costumam se enganar a respeito do Cristianismo é que o tomam como uma espécie patológica de "negação do eu". Isso não seria cristianismo, mas budismo. Algumas interpretações católicas talvez coincidam com a ideia... mas definitivamente não é cristianismo. Nós não somos só pecado... fosse assim, tava tudo ferrado desde sempre e não haveria sentido nas promessas de redenção. Nós fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. A palavra religião vem de "re-ligare", ligar-se de novo. Uma coisa só pode ser ligada "novamente" a algo a que já esteve unida. Estamos separados de Deus pelo pecado, mas há um plano de reconciliação no qual há tamanho respeito pelo ser humano ( o que anula a ideia de que Deus nos vê como marionetes), que lhe é oferecida a possibilidade de escolha...
Os que realmente estudam religião tem de admitir que dificilmente houve personalidade mais autêntica e perfeita que a de Cristo, aquele que escandalizava os hipócritas. Ser de fato cristão não é autoanulação, pelo contrario, é poder finalmente ser quem de fato somos, é estar liberto pra ter seu verdadeiro eu revelado na figura de Cristo.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Special K é pouco
Especial. Um amigo reparou que meu pai usa essa palavra com frequência: "O chá dessa erva é 'especial'!" "Essa marca de luminárias é 'especial'!" E ele sempre dá uma entonação enfática quando pronuncia. Assim: "especial". Por qualquer motivo edipiano, eu também amo essa palavra. Eu, que geralmente fico buscando motivações para as coisas da vida, sempre tive tendência a acreditar que praticamente nada vale à pena se não for especial. Ultimamente resolvi ser mais fiel a esse chamado de minha memória afetiva e tomá-lo como corolário a guiar minhas ações. E tenho obtido uma satisfação indescritível com isso. É simples: tentar mitigar ao máximo aquilo que tomo por eventos ordinários (“da ordem”, “da norma”, "normais") para dar mais espaço ao "extra-ordinário", ao fora da norma, ao "especial". Ok, a priori, qualquer discurso clichê proto-hedonista de busca por emoções e sensações "Curta-a-vida-pois-a-vida-é-curta", ou que remeta a alguma fala de "Curtindo a vida adoidado" - sim, aquele cRássico da Sessão da Tarde - também se encaixaria aqui.
Encaixaria, não fosse o pequeno detalhe: uma sequência de eventos hedonistas – quando o referencial é o agente, o sujeito da ação – inerentemente se tornam ordinários, posto que repetitivos; logo, “não-especiais”. Isso se compreende - dentre outras coisas - por conta de uma substanciazinha que temos no cérebro chamada "dopamina", que explica a ocorrência de vícios. Por exemplo, uma vez que a busca da satisfação pela satisfação gera uma eterna insatisfação e essa insaciedade faz com que o animalzinho instintivo em questão caia num circulo vicioso de buscar sempre mais e se frustrar sempre mais. Isso vai de compras a sexo, de jogos a drogas. E é o que alguns chamam de mal-estar da modernidade.
Quando o referencial é o outro – aquele que não participa da ação – tais atos podem até aparentar como “extraordinários”, dado que fora das normas gerais da vida em sociedade, das noções de razoabilidade, do que os mais “libertários” chamam de padrões impostos, etc. Mas se a vida de alguém passa a ser pautada pelo que ela aparenta ao outro, isso já não tem nada de libertário, se transforma num tipo esquizofrênico de heteronomia. E é sinal de que tal vida já se tornou uma merda maior ainda do que ela de fato aparenta. E não há nada de especial nisso, dado que o que mais existe por aí é gente vivendo uma vida de merda para os outros (redundâncias a parte). A mediocridade é a regra, não a exceção. Ela é muito maior e parece que as pessoas subestimam isso... é como se, num labirinto, inúmeros caminhos levassem à mediocridade, enquanto só um leva ao excepcional, dentro desse emaranhado pelo qual passam desde personagens perfeitinhas de contos de fadas pasteurizados a seres e cenas toscas dignas de um circo de horrores. E, talvez, por afobadamente querer ser exceção, muitos alcancem uma das facetas da multiforme mediocridade tão rápido que não se dão conta dela. É um processo anestésico, desde que se continue fugindo nessa alegoria do labirinto.
Sobre amores, há uma idéia que me persegue: Só é especial quando alguém que, para todos os efeitos, nunca gostou verdadeiramente de ninguém, por algum motivo, afirma gostar de você. Pode ser um defeito meu, mas do contrário a pessoa se desvaloriza aos meus olhos, perde o encanto. Acho que sou meio homem, nesse sentido de preferir que o objeto de meus sentimentos seja "sem passado". Se conseguia gostar de qualquer uma, não faz sentido gostar de mim. Não confio em quem “ta sempre amando”... isso geralmente denota uma carência imensa, além do fato da pessoa ser tão miseravelmente escrota a ponto de não suportar a própria companhia, por algum tempo. Também tenho medo de alguém que se declara apaixonado depois de uma mera conversa, como um cara que conheci essa semana numa festa me informou numa mensagem por sms, num intervalo de menos de 30 minutos após eu ter deixado o local. Que valor, uma pessoa que diz isso tão rápido dá ao seu amor? “Onde está o seu tesouro, ali também estará o seu coração”. Tesouros que se prezem costumam ser bem escondidos.
O fato é que o que é especial não deve ser banalizado, trata-se daquilo que é único e singular. Devia estar guardado num relicário, pois, geralmente, são essas coisas que dão sentido às nossas vidas: pessoas, musicas, sabores, lugares, texturas, cheiros, momentos que nós tornamos especiais à medida em que notamos que neles ressoa algo de especificamente nosso. Perceber isso é pressuposto para obter satisfação, que vai além do “experimentar” ou do consumo cego: está no campo do “reconhecer”. É antes questão de postura e atitude do que o simples ato de suprir demandas externas. Eu já tinha intuído sobre isso: sentia isso. Embora não tivesse me preocupado por elaborar de forma mais sistematizada. Já que descobri que a idéia consegue ser expressa, cá está. Independente de serem ou não reconhecidos, meus solilóquios sempre serão especiais pra mim. :~
domingo, 25 de março de 2012
Preguiça Lasciva
Ela é espaçosa, e me toma pela manhã. Uma preguiça lasciva. Sutil e convidativa. Convence fácil de que ela sim é urgente. Tudo mais é coisa vã. Não pestanejo e me rendo. Sou contra a ditadura do relógio que da modernidade para cá passou a regular a vida das pessoas: primeiro, nas paredes das fábricas; depois, em seus pulsos. Sou contra a quantificação de algo tão etéreo quanto o tempo. O meu marco zero para as dimensões tempo ou espaço não pode ser comparado àquele adotado por nenhum outro ser vivente. Tempo é relativo... Einstein costumava dizer que um minuto ao lado de uma bela mulher passa muito mais depressa que um segundo segurando uma panela quente. E tinha razão. Tempo é uma dimensão subjetiva demais para ser mensurada. No fundo, sempre tive a sensação de que o mundo está a minha espera... e que pode sempre esperar um pouco mais. Ele deve se adaptar a mim, o oposto me soa absurdo. Talvez ele deva despertar, não eu. Enquanto isso, faço uma sessão de alongamento muscular, relaxo e observo sem pressa. Apreendendo seus detalhes, antecipando a previsibilidade de suas ações. É um bom jogo... acho gostoso cumprir esse pequeno ritual estrategista. Como no xadrez, cada mover de peça é único. Assim, também o peso se relativiza, pois , quando se avalia a precisão dos movimentos,as peças tornam-se bem mais pesadas do que aparentam ser. Como no jogo de xadrez, guardo-me para ocasiões especiais. Detestaria sentir que estou me desperdiçando. Aliás, isso seria cansativo.
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